Bairo GonzalezLeandro · Martinez

Visionários

Jeff Bezos: "Amazon.bomb" e os anos de prejuízo

Em 1999, uma revista chamou a Amazon de "Amazon.bomb". A empresa só fechou um ano inteiro no azul em 2003. E Bezos sempre falou abertamente dos fracassos.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

Jeff Bezos deixou um emprego bem pago num fundo de investimentos em Nova York, em 1994, para abrir uma livraria na internet, numa garagem perto de Seattle. A Amazon começou a vender em julho de 1995. Muita gente achou que não ia durar.

O não

Em maio de 1999, a revista financeira Barron's publicou uma reportagem de capa com o título "Amazon.bomb". O texto olhava para os prejuízos crescentes da empresa e para o preço alto das ações e dizia que a ideia de que Bezos tinha criado um novo modelo de negócio era "tola": ele seria só mais um intermediário.

Os números davam argumentos aos céticos. A Amazon passou anos no vermelho. Na crise das empresas de internet, a partir de 2000, as ações despencaram e muitas empresas parecidas fecharam. O primeiro ano inteiro no azul só veio em 2003, oito anos depois do início das vendas: resultado líquido positivo de 35 milhões de dólares, depois de um prejuízo de 149 milhões em 2002.

O que fizeram

A Amazon sobreviveu à crise e virou uma das maiores empresas do mundo, no comércio eletrônico e na computação em nuvem.

O que interessa aqui é a forma como Bezos tratou o fracasso, inclusive o dele. Em 2014, a empresa lançou um celular, o Fire Phone, que fracassou e gerou uma baixa contábil de cerca de 170 milhões de dólares. Perguntado sobre isso pelo Washington Post, em 2016, ele respondeu: "Se você acha que aquilo foi um grande fracasso, nós estamos trabalhando em fracassos muito maiores agora mesmo. E não estou brincando." E explicou que, quando uma empresa cresce, o tamanho dos erros precisa crescer junto, ou ela não estará inventando em escala que faça diferença.

O que isso tem a ver com Bairo

Bairo Leandro Gonzalez Martinez não fala de resultado financeiro nem de valor de ações, e esta página também não. O paralelo é outro: a disposição de ser chamado de erro antes de ter razão.

Ele conta que ouviu "isso não é possível" quando foi buscar parceiros para a plataforma do agro, e que os bancos se recusaram a integrar a solução. Em vez de parar, concentrou-se em construir a própria tecnologia, deixando a parte regulada com quem tem autorização: inteligência artificial, mensageria financeira no padrão ISO 20022, blockchain e tokenização de ativos reais. Está em A frequência do silêncio.

O CEASA Bank, que nasceu desse trabalho, é uma plataforma financeira do agronegócio que opera sobre infraestrutura de instituição autorizada. Nada aqui é oferta, recomendação ou promessa de resultado.

Leia também: O não é a base do sim · Ecossistema

Fontes