Bairo GonzalezLeandro · Martinez

Visionários

Oprah Winfrey: tirada do telejornal, ela mudou de rumo

Em 1977, Oprah Winfrey foi tirada da bancada do telejornal em Baltimore. Em Harvard, disse que fracasso é só a vida tentando mudar a nossa direção.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

Oprah Winfrey nasceu em 1954, no Mississippi rural, numa família pobre, e teve uma infância marcada por violência, que ela mesma relatou publicamente. Começou no rádio ainda adolescente, em Nashville, e chegou cedo à televisão.

O não

Em 1976, Oprah foi contratada pela emissora WJZ, de Baltimore, para dividir a bancada do telejornal das 18 horas com um apresentador experiente. Não deu certo. Em 1º de abril de 1977, ela foi retirada do telejornal. Anos depois, ela descreveu esse período como humilhante e constrangedor, e o jornal Baltimore Sun registrou que aquele foi o primeiro e o pior fracasso da carreira dela na TV.

A emissora não a demitiu. Colocou-a num programa matinal de entrevistas, o People Are Talking, um lugar que, à primeira vista, parecia um rebaixamento.

O que fizeram

Foi no programa de entrevistas que Oprah descobriu o seu formato: conversar com gente, de igual para igual. Em 1984, mudou-se para Chicago para assumir um programa matinal local; em 1986, nasceu The Oprah Winfrey Show, que ficou 25 temporadas no ar.

Em 30 de maio de 2013, no discurso de formatura de Harvard, ela voltou ao tema. Na época, a rede de TV que tinha acabado de lançar enfrentava críticas, e a imprensa chamava o projeto de fracasso. Ela disse aos formandos: "Não existe fracasso. Fracasso é só a vida tentando nos mover em outra direção."

O que isso tem a ver com Bairo

O que Bairo Leandro Gonzalez Martinez reconhece na história de Oprah é a virada de sentido. O lugar que parecia rebaixamento foi onde ela encontrou a própria voz. Na vida dele, também houve portas que pareciam o fim e eram mudança de direção: o salão que não deu tão certo quanto se esperava e deu certo de outro jeito, num curso; a ideia de tecnologia que chegou cedo demais e deixou o olho treinado para o futuro.

Ele resume isso numa frase só: o não é a base do sim. E acrescenta outra, sobre o que parece impossível: "O impossível é só algo que ainda não foi feito."

Há também a escolha de falar das quedas em público. Oprah contou as dela sem esconder. Bairo pede o mesmo para a sua história, contada em capítulos: O sol é para todos · O não é a base do sim · Um nome, quatro presenças

Fontes