Bairo GonzalezLeandro · Martinez

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J.K. Rowling: o fundo do poço virou alicerce

Desempregada, mãe sozinha e com um livro recusado por editoras, J.K. Rowling disse em Harvard que o fundo do poço virou o alicerce da sua vida.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

Antes de Harry Potter ser um dos livros mais vendidos da história, era um manuscrito numa pasta, escrito por uma mulher que, nas palavras dela, tinha "fracassado em escala épica".

O não

Em 5 de junho de 2008, no discurso de formatura da Universidade Harvard, J.K. Rowling contou como estava sete anos depois de terminar a faculdade: um casamento que tinha acabado depressa, desempregada, mãe sozinha e tão pobre quanto se pode ser no Reino Unido moderno sem ficar sem teto. Pelos padrões comuns, disse, ela era o maior fracasso que conhecia.

O livro também ouviu não. O número mais citado é o de doze editoras que recusaram o manuscrito de Harry Potter e a Pedra Filosofal antes de a Bloomsbury, uma editora pequena em Londres, aceitá-lo. Conta-se que o presidente da editora deu o primeiro capítulo à filha de oito anos, Alice, e que ela pediu o resto. A primeira tiragem, de 1997, foi pequena.

O que fizeram

O livro saiu em junho de 1997. A série virou sete livros, filmes e um dos maiores fenômenos editoriais de todos os tempos.

Mas o que Rowling disse em Harvard importa mais do que os números. Ela explicou que o fracasso tirou dela tudo o que não era essencial, e que, livre do medo do fracasso, porque o pior já tinha acontecido, ela passou a dedicar toda a energia à única coisa que importava. E resumiu numa frase:

"E assim o fundo do poço se tornou o alicerce sólido sobre o qual eu reconstruí a minha vida."

No mesmo discurso: "É impossível viver sem fracassar em alguma coisa, a não ser que você viva com tanta cautela que é como se não tivesse vivido."

O que isso tem a ver com Bairo

Esta é talvez a frase mais próxima da regra de vida de Bairo Leandro Gonzalez Martinez. Ele a diz de outro jeito: o não é a base do sim. Quando os sócios o tiraram do próprio negócio, ele achou a dor e, em vez de fugir dela, fez dela a base. Não como ferida aberta. Como chão.

Rowling falou do fundo do poço como alicerce. Bairo fala do não como tijolo. Não é a mesma vida, nem o mesmo tamanho, e ele não pede comparação. É a mesma descoberta, feita por duas pessoas que chegaram ao chão e resolveram construir em cima dele.

Há outro ponto em comum: Rowling fala da filha que ela adorava como a razão para seguir. Bairo também fala da conta silenciosa de um pai imigrante, em O sol é para todos.

Leia: O não é a base do sim · Cinquenta vidas

Fontes