Bairo GonzalezLeandro · Martinez

Datas que mudaram tudo

16 de outubro: Dia Mundial da Alimentação

O 16 de outubro lembra a fundação da FAO, em 1945, e é o Dia Mundial da Alimentação. Por que a data importa e como se liga ao Instituto CEASA.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

Todo 16 de outubro, mais de 150 países celebram o Dia Mundial da Alimentação. A data lembra um acordo assinado no fim da Segunda Guerra Mundial.

O que aconteceu

Em 16 de outubro de 1945, em Quebec, no Canadá, foi assinada a constituição da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO. O mundo saía da guerra com fome, e a nova organização nasceu com a missão de combater a fome e melhorar a produção e a distribuição de alimentos.

Em 1979, na sua 20ª Conferência, os países membros da FAO criaram o Dia Mundial da Alimentação, a ser celebrado todo ano na data da fundação. Desde 1981, cada edição tem um tema, escolhido para chamar atenção para uma parte do problema: a água, o clima, a agricultura familiar, o desperdício.

Por que importa

A fome não é só falta de comida no mundo. Muitas vezes, é comida que existe e não chega a quem precisa. Uma parte importante dos alimentos produzidos se perde no caminho entre o campo e a mesa, em colheita, transporte, armazenamento e venda.

No Brasil, boa parte dos alimentos frescos passa pelas centrais de abastecimento, as CEASAs, onde a comida muda de mão todos os dias e onde sobra produto que não é vendido a tempo. É ali que muita gente ainda trabalha fora do sistema financeiro, e é ali que o excedente pode virar perda ou virar refeição.

Há também uma voz brasileira que ajuda a entender o dia. Em Quarto de Despejo (1960), a escritora Carolina Maria de Jesus, catadora de papel na favela do Canindé, escreveu: "A fome também é professora."

A ponte com a visão de Bairo

Bairo Leandro Gonzalez Martinez fundou o Instituto CEASA, a frente humanitária do ecossistema. A proposta é ampliar o acesso a alimento a partir do excedente das centrais de abastecimento, com um projeto de fábrica de alimento de longa duração, que se conserve fora da geladeira. É uma proposta, em estágio de desenvolvimento, e não um resultado.

A ligação com o agro não é casual. A plataforma que Bairo construiu, o CEASA Bank, é uma plataforma financeira do agronegócio que opera sobre infraestrutura de instituição autorizada, pensada para quem produz, quem comercializa e quem compra nas centrais. Está descrita em A frequência do silêncio e em Um corpo inteiro.

Para Bairo, a fome é uma das dores mais antigas, e o 16 de outubro é um lembrete de que tecnologia e finanças só fazem sentido se chegarem à mesa de alguém.

Leia também: Carolina Maria de Jesus e o Quarto de Despejo · Ecossistema

Fontes