Bairo GonzalezLeandro · Martinez

No mundo · Inteligência artificial · 8 de janeiro de 2025

Fórum Econômico Mundial: 170 milhões de empregos até 2030

O Future of Jobs Report 2025 projeta 170 milhões de vagas criadas e 92 milhões eliminadas até 2030. O que sobe, o que cai e por que habilidade pesa.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, publicado em 8 de janeiro de 2025, projeta que as mudanças em tecnologia, economia, demografia e transição verde vão criar 170 milhões de empregos até 2030 e eliminar 92 milhões. O saldo é positivo, de 78 milhões de vagas. Mas a mudança atinge cerca de 22% dos empregos atuais, e perto de 40% das habilidades pedidas hoje devem mudar até lá.

O que aconteceu

O relatório ouviu mais de mil grandes empregadores, que somam mais de 14 milhões de trabalhadores, em 22 setores e 55 economias, segundo o comunicado do Fórum. O relatório completo aponta, entre outros resultados:

  • as funções que mais crescem em proporção estão em tecnologia: especialistas em big data, engenheiros de fintech e especialistas em IA e aprendizado de máquina;
  • as que mais crescem em número absoluto são do dia a dia: trabalhadores do campo, motoristas de entrega, profissionais do cuidado e professores;
  • as que mais encolhem são as de rotina de escritório, como caixas e auxiliares administrativos;
  • a falta de habilidade é a principal barreira citada pelas empresas para se transformar;
  • 85% dos empregadores planejam requalificar a equipe, e cerca de 40% esperam reduzir pessoal onde a automação puder assumir tarefas.

A cobertura da imprensa, como a do Yahoo Finance, destacou o mesmo contraste: o saldo é positivo, mas quem perde e quem ganha são pessoas diferentes, em lugares diferentes.

Por que importa

O relatório do Fórum e a análise do FMI dizem coisas parecidas por caminhos diferentes. A IA não acaba com o trabalho, mas troca as tarefas de lugar. Quem fica no meio da troca, sem aprender, perde.

Há um detalhe que costuma passar despercebido: entre as funções que mais crescem em número estão os trabalhadores do campo e os profissionais do cuidado. O agro e a saúde, duas áreas em que o Brasil tem muita gente, aparecem no lado que cresce. A pergunta é com que ferramentas essas pessoas vão trabalhar.

Na visão de Bairo

Bairo Leandro Gonzalez Martinez lê o relatório como confirmação de uma ideia que ele repete: a IA é a extensão do humano, e não o problema. Na leitura dele, os 78 milhões de saldo não chegam sozinhos a ninguém. Chegam a quem decidiu aprender.

Ele fala da própria história como prova disso. Conta que trabalhou com educação, salão, cosméticos e eventos, que perdeu tudo mais de uma vez e que, já adulto e sem saber programar, passou seis meses em casa aprendendo a construir com IA. Para Bairo, a requalificação de que o relatório fala não é um curso caro: é uma decisão diária.

Para ele, o fato de o campo e o cuidado estarem entre as funções que mais crescem é o argumento mais forte a favor das IAs de nicho. O produtor rural não precisa de um assistente que sabe de tudo. Precisa de um que entende de safra, preço e frete. O CLAIN, orquestrador de agentes que ele fundou, é desenhado assim, e a meta das 142 IAs de nicho em 142 dias, anunciada em 1º de outubro de 2026, é escrita como meta.

Onde isso encontra o ecossistema

  • No campo, o CEASA Bank, plataforma financeira do agronegócio que opera sobre infraestrutura de instituição autorizada, propõe ferramentas de cotação, predição agrícola e financiamento para o produtor e o comerciante.
  • No cuidado, a Xperienc Global Labs propõe um centro de formação de profissionais em parceria com o Hospital Granja Julieta, entidade distinta, e trabalha com assistente clínico validado por profissional.
  • Para quem quer começar já, o guia IA para produtor rural mostra usos práticos no campo.

Fontes

Leia também