Bairo GonzalezLeandro · Martinez

No mundo · Inteligência artificial · 2 de março de 2026

Deepfake nas eleições de 2026: as regras do TSE

Para 2026, o TSE exigiu rótulo em conteúdo de IA na campanha, proibiu deepfake e vetou IA nova 72 horas antes da votação. Como se proteger.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

Para as eleições gerais de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou em março regras específicas para a inteligência artificial na campanha: todo conteúdo de propaganda feito ou alterado por IA precisa trazer aviso claro, o deepfake é proibido, sistemas de IA não podem recomendar candidatos e, nas 72 horas antes da votação e nas 24 horas depois, fica proibido publicar conteúdo novo de IA com a imagem ou a voz de candidatos. Em setembro, o TSE fixou o que conta como deepfake para efeito dessa proibição.

O que aconteceu

No começo de março de 2026, junto com o calendário eleitoral, o TSE aprovou as regras de propaganda para 2026. O resumo publicado pelo Senado Verifica, serviço de checagem do Senado Federal, destaca:

  • Rótulo obrigatório. Conteúdo eleitoral gerado ou alterado por IA deve ter um aviso "claro, visível e de fácil compreensão".
  • Janela de silêncio. Nas 72 horas antes da eleição e nas 24 horas depois, é proibido postar conteúdo novo feito por IA com a voz ou a imagem de candidatos.
  • Sem recomendação por algoritmo. Plataformas não podem usar IA para ranquear, recomendar ou favorecer candidatos e partidos.
  • Responsabilidade das plataformas. As empresas precisam ter planos de conformidade, canais de denúncia e remover conteúdo falso.

Em setembro, ao julgar um caso concreto, o TSE fixou uma tese, por maioria. Segundo a cobertura do Estado de Minas, deepfake é o conteúdo sintético, feito ou manipulado por IA, com realismo suficiente para simular a imagem, a voz ou a manifestação de uma pessoa, viva, morta ou fictícia. A proibição vale quando, além desse realismo, o material é propaganda eleitoral.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026.

Por que importa

O deepfake mudou o tipo de mentira. Antes, a notícia falsa era um texto. Agora pode ser um vídeo com o rosto certo e a voz certa, dizendo o que a pessoa nunca disse. E ele chega pelo celular, encaminhado por alguém de confiança.

As regras do TSE ajudam, mas não substituem o cuidado de quem recebe. Algumas atitudes simples protegem:

  • desconfiar de vídeo ou áudio que provoca raiva ou medo imediato;
  • procurar a mesma informação em veículos de imprensa e no próprio TSE;
  • reparar na ausência do rótulo de IA em conteúdo de campanha;
  • não encaminhar antes de conferir, sobretudo na reta final.

Na visão de Bairo

Para Bairo Leandro Gonzalez Martinez, o deepfake é o avesso da ideia que ele defende. Se a IA é a extensão do humano, ela deveria estender a verdade de uma pessoa, e não fabricar uma pessoa que não existe. Na leitura dele, o problema não é a ferramenta, é quem a usa para enganar, e a resposta passa por duas coisas: regras claras e meios de provar o que é verdadeiro.

Ele dá peso à segunda. Para Bairo, numa época em que qualquer rosto pode ser imitado, a prova de que há uma pessoa real por trás de uma interação vira infraestrutura básica. É por isso que, ao descrever a BTZ Chain, ele fala de um consenso de verdade contra o falso, o golpe e a fraude.

As IAs de nicho entram como aliadas da checagem: agentes que conferem fontes e tentam derrubar uma afirmação antes que ela siga adiante. É o desenho do CLAIN, orquestrador de agentes que ele fundou, em que uns pesquisam, outros conferem e uma pessoa decide. A meta das 142 IAs de nicho em 142 dias, anunciada em 1º de outubro de 2026, é uma meta.

Onde isso encontra o ecossistema

Nada aqui é posição partidária. É sobre o direito de cada eleitor de saber o que é verdadeiro.

Fontes

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