Bairo GonzalezLeandro · Martinez

No mundo · Inteligência artificial · 14 de janeiro de 2024

FMI: a IA vai afetar 40% dos empregos do mundo

Em 2024 o FMI estimou que a IA afeta 40% dos empregos do mundo e 60% nos países ricos. Em Davos 2026, Georgieva voltou ao tema. O que isso quer dizer.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

Em janeiro de 2024, o Fundo Monetário Internacional estimou que a inteligência artificial vai afetar cerca de 40% dos empregos do mundo, e cerca de 60% nas economias avançadas. Afetar não quer dizer só eliminar: pela análise do FMI, em parte desses empregos a IA aumenta a produtividade de quem trabalha, e em outra parte substitui tarefas. Em janeiro de 2026, em Davos, a diretora-gerente Kristalina Georgieva voltou ao tema e alertou para o efeito nos jovens que procuram o primeiro emprego.

O que aconteceu

Às vésperas do Fórum Econômico Mundial de 2024, o FMI publicou uma análise sobre IA e trabalho, apresentada por Georgieva no blog do Fundo. Os números, segundo a Agência Brasil:

  • cerca de 40% dos empregos do mundo estão expostos à IA;
  • nas economias avançadas, cerca de 60%;
  • nos mercados emergentes, como o Brasil, a exposição é menor, e nos países de baixa renda, menor ainda;
  • a IA pode aumentar a desigualdade de salários e pressionar a classe média, se nada for feito.

Dois anos depois, em Davos, Georgieva retomou os números e usou uma imagem forte. Segundo a Fortune, ela comparou a IA a um tsunami que atinge o mercado de trabalho e lembrou que, entre os trabalhadores expostos, cerca de metade pode se beneficiar e a outra metade enfrenta risco de automação. O ponto mais duro foi sobre os jovens: as tarefas que a IA elimina costumam ser justamente as dos empregos de entrada, e isso torna mais difícil conseguir a primeira colocação.

Por que importa

O número de 40% costuma ser lido como ameaça. A leitura do próprio FMI é mais exigente: o mesmo emprego pode ficar mais produtivo ou desaparecer, e o que decide de que lado ele cai é, em boa parte, se a pessoa aprende a trabalhar com a ferramenta.

No Brasil, a exposição estimada é menor que nos países ricos, mas isso não é proteção. Quer dizer que a onda chega depois, e que há tempo, curto, para se preparar. A conta é mais dura para quem está começando a carreira, que é exatamente quem tem menos experiência para negociar.

Na visão de Bairo

Para Bairo Leandro Gonzalez Martinez, a pergunta "a IA vai roubar meu emprego?" começa errada. Na leitura dele, a IA é uma extensão do humano, não o problema, e quem a usa como extensão amplia o que sabe fazer, em vez de competir com ela.

Ele fala do nosso tempo como o encontro da última geração de humanos que cresceu sem IA com a primeira geração de IA, o código 0.1 e 1.0. Para Bairo, o alerta de Georgieva sobre os jovens é um chamado: quem está começando precisa aprender a trabalhar com a IA desde o primeiro dia, e quem já sabe precisa ensinar.

Ele mesmo conta que começou sem saber programar e que passou seis meses aprendendo a construir com as ferramentas do seu tempo. Na leitura dele, essa é a resposta que cabe a qualquer pessoa: não esperar o emprego mudar, mudar com ele.

As IAs de nicho entram aqui como ferramenta de ofício. O CLAIN, orquestrador de agentes que ele fundou, aposta em especialistas que ajudam um profissional a fazer melhor o próprio trabalho, sempre com a decisão de volta à pessoa. A meta das 142 IAs de nicho em 142 dias, anunciada em 1º de outubro de 2026, é uma meta.

Onde isso encontra o ecossistema

  • O SOSPROCESSOS, em desenvolvimento, é pensado para dar a um escritório pequeno de advocacia a capacidade de análise que antes pedia uma equipe grande, sem tirar do advogado a defesa.
  • A Xperienc Global Labs tem entre as propostas um centro de formação de profissionais, em parceria com o Hospital Granja Julieta, que é uma entidade distinta.
  • Os guias práticos, como A IA vai roubar meu emprego? e Como fazer currículo com IA, foram escritos para quem quer dar o primeiro passo hoje.

Fontes

Leia também