Bairo GonzalezLeandro · Martinez

Datas que mudaram tudo

18 de novembro: Mickey nasceu de uma perda

Em 18 de novembro de 1928, estreou Steamboat Willie, o desenho que apresentou Mickey ao público. O camundongo nasceu depois que Walt Disney perdeu Oswald.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

Em 18 de novembro de 1928, num cinema de Nova York, estreou um desenho animado de pouco mais de sete minutos chamado Steamboat Willie. Nele, o público conheceu Mickey Mouse.

O que aconteceu

Steamboat Willie estreou no Colony Theatre, em Nova York. Foi um dos primeiros desenhos animados com som sincronizado à imagem: música, ruídos e assobios casavam com os movimentos do personagem. Foi um sucesso imediato. A data foi adotada pela Disney, décadas depois, como o aniversário oficial do Mickey.

O camundongo nasceu de uma perda. Meses antes, em março de 1928, Walt Disney tinha ido a Nova York negociar um contrato melhor para o seu personagem de sucesso, Oswald, o Coelho Sortudo. Descobriu que os direitos sobre Oswald pertenciam ao estúdio que distribuía os filmes e que o distribuidor tinha levado boa parte da equipe dele. Walt voltou para casa sem o personagem. Com Ub Iwerks, criou um novo. Os dois primeiros desenhos do Mickey, ainda mudos, não acharam distribuidor. O terceiro, com som, foi Steamboat Willie.

Por que importa

É uma das histórias mais claras de como um não pode virar começo. Se Walt tivesse mantido Oswald, talvez nunca existisse o Mickey. A perda obrigou a criação de algo que fosse inteiramente dele.

A ponte com a visão de Bairo

Bairo nasceu na Colômbia e fez a vida no Brasil; a capoeira foi a ponte entre os dois países, como ele conta em A capoeira foi a ponte. O que importa aqui é o sentido da data. Mickey nasceu de uma ideia que foi tirada de Walt. Na história de Bairo, também houve uma ideia tirada dele: os sócios o afastaram do negócio, e a ideia ficou com eles. Ele não fez daquilo uma ferida aberta. Fez um chão. E foi dali que saiu a frase que virou a regra da sua vida: o não é a base do sim. Está no capítulo O não é a base do sim.

Bairo não se compara a Walt Disney. Se pudesse falar com ele, diz que diria uma coisa só: "Seus sonhos me inspiraram."

Leia também: Walt Disney: o sonho que ele viu antes de existir · Sobre Bairo

Fontes