Bairo GonzalezLeandro · Martinez

No mundo · Inteligência artificial · 17 de julho de 2025

Agentes de IA: a virada de 2025 e o que vem em 2026

Em julho de 2025 a OpenAI lançou o ChatGPT agent, que executa tarefas no computador. Em 2026 o AI Index mediu o salto dos agentes. O que muda.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

Agente de IA é a inteligência artificial que deixa de só responder e passa a executar: abre sites, preenche formulários, monta planilhas e pede permissão antes de agir. Em 17 de julho de 2025, a OpenAI lançou o ChatGPT agent, que junta navegador, terminal e conexões com aplicativos dentro do ChatGPT. Em abril de 2026, o AI Index, da Universidade Stanford, registrou que o sucesso dos agentes em tarefas reais subiu de cerca de 20% para 77,3% em um ano.

O que aconteceu

O caminho foi rápido. Em janeiro de 2025, a OpenAI apresentou o Operator, um agente que usa o navegador como uma pessoa usaria. Em julho, uniu o Operator e a pesquisa aprofundada num produto só, o ChatGPT agent. Segundo a cobertura do MacRumors e do TechCrunch, ele:

  • pesquisa e escreve relatórios, monta apresentações e planilhas;
  • navega em sites, filtra resultados e lida com telas de login;
  • se conecta a serviços como Gmail e GitHub;
  • foi desenhado para pedir permissão antes de qualquer ação de consequência, e a pessoa pode interromper a tarefa a qualquer momento.

A própria OpenAI reconheceu riscos novos. Classificou o modelo como de alta capacidade em biologia e química, ligou monitoramento extra e desligou a memória no modo agente para reduzir o risco de vazamento por instruções maliciosas escondidas em páginas.

Outras empresas seguiram a mesma direção ao longo de 2025, com agentes no navegador, no escritório e na programação. No começo de 2026, o AI Index 2026 mediu o efeito: o índice de sucesso em tarefas reais de agentes saltou para 77,3%. O mesmo relatório lembra a outra face, a desigualdade de capacidade: robôs domésticos ainda acertam só 12% das tarefas.

Por que importa

Um chatbot devolve texto e a pessoa faz o resto. Um agente faz parte do trabalho por ela. Isso muda o que um pequeno negócio consegue fazer sem contratar: conferir preços, montar um orçamento, organizar documentos, responder a um fornecedor.

Muda também o tamanho do erro possível. Quando a IA só escrevia, o erro ficava no papel. Quando ela age, o erro pode virar uma compra, um e-mail enviado ou um formulário preenchido errado. Por isso a regra de pedir permissão antes de agir é tão importante quanto a capacidade do agente.

Na visão de Bairo

Para Bairo Leandro Gonzalez Martinez, os agentes são a forma mais concreta da ideia que ele defende: a IA não é um chatbot, é uma extensão de você. Na leitura dele, um agente que executa com a permissão de quem decide estende o alcance da pessoa sem tirar dela o volante.

Bairo também conta que começou sem saber programar e passou seis meses em casa construindo com as ferramentas do próprio tempo. Para ele, os agentes encurtam esse caminho para quem vem depois: a distância entre ter uma ideia e ver a ideia funcionando ficou menor.

A aposta dele, porém, não é num agente que faz tudo. É em muitos agentes especialistas, coordenados. É o desenho do CLAIN, orquestrador que ele fundou: uns pesquisam, outros conferem, um junta o que sobreviveu e uma pessoa decide. A meta das 142 IAs de nicho em 142 dias, anunciada em 1º de outubro de 2026, é escrita como meta.

Onde isso encontra o ecossistema

As frentes de Bairo usam ou propõem usar células de agentes, sempre com um humano no fim:

  • No CEASA Bank, plataforma financeira do agronegócio que opera sobre infraestrutura de instituição autorizada, a proposta é um agente que consulta preços de referência e prepara a cotação e a invoice de uma carga em poucos minutos, para o comerciante conferir e decidir.
  • No SOSPROCESSOS, em desenvolvimento, agentes organizam decisões e cenários e um deles tenta derrubar a tese antes que o advogado a leve adiante.
  • No Hospital Triage, também em desenvolvimento, a pré-consulta é feita com assistente clínico e validada por profissional de saúde.

O ponto comum é o mesmo que a OpenAI escreveu no próprio produto: o agente pede licença antes do que importa.

Fontes

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