Bairo GonzalezLeandro · Martinez

No mundo · Empreender · 1 de setembro de 2026

Inadimplência recorde: 9,2 milhões de empresas negativadas

Em julho de 2026, 9,2 milhões de empresas estavam negativadas, com R$ 238,6 bilhões em dívidas, segundo a Serasa. Quase todas são pequenas.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

A inadimplência das empresas brasileiras chegou a um novo recorde em julho de 2026: 9,2 milhões de CNPJs tinham dívidas negativadas, somando R$ 238,6 bilhões, segundo o indicador da Serasa Experian divulgado em 1º de setembro. Micro e pequenas empresas eram 8,7 milhões desse total e respondiam por R$ 206 bilhões das dívidas.

O que aconteceu

O indicador mensal da Serasa Experian acompanha as empresas com contas em atraso registradas no cadastro. Em junho de 2026, o número já tinha passado de 9,1 milhões, com R$ 232,9 bilhões em dívidas, o maior da série iniciada em 2016, como registrou a CNN Brasil. Em julho, subiu de novo:

  • 9,2 milhões de empresas inadimplentes;
  • 67,2 milhões de dívidas negativadas, em média 7,3 por empresa;
  • R$ 25.983,88 de dívida média por CNPJ;
  • 8,7 milhões de micro e pequenas empresas inadimplentes, com R$ 206 bilhões em dívidas;
  • 75,7% das dívidas são com credores de fora do sistema financeiro, como fornecedores e contas de consumo.

Por setor, serviços concentravam 55,8% das empresas inadimplentes, seguidos de comércio (32,1%) e indústria (8%). São Paulo liderava, com mais de 3,1 milhões de CNPJs negativados.

Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, atribuiu o quadro aos juros: o mercado continua precificando taxas elevadas por um período prolongado, e isso pesa no custo de financiamento e na capacidade das empresas de rolar as dívidas.

Por que importa

O recorde fala principalmente de pequenos negócios. Quase 95% das empresas negativadas são micro ou pequenas, e a maior parte da dívida não é com banco: é com o fornecedor, com a conta de luz, com o aluguel. É a dívida do dia a dia, que aparece quando o caixa fica curto por algumas semanas seguidas.

Empresa negativada tem mais dificuldade de conseguir crédito, comprar a prazo e participar de licitações. Isso cria um ciclo: sem crédito, o caixa aperta; com o caixa apertado, mais contas atrasam. Mesmo com o Banco Central cortando a Selic desde março de 2026, a melhora ainda não tinha chegado ao balcão das pequenas empresas.

Na visão de Bairo

Para Bairo Leandro Gonzalez Martinez, atrás de cada um desses 9,2 milhões de CNPJs há uma pessoa que deita sem conseguir dormir. Ele conhece esse peso: conta que perdeu tudo mais de uma vez e que, numa dessas quedas, havia cinquenta pessoas dependendo dele.

Na leitura dele, a dívida não define quem a carrega. O não é a base do sim, e o não do caixa é dos mais úteis, porque vem com uma lista de tarefas dentro: renegociar, cortar, vender o que está parado, pedir ajuda antes que a bola de neve cresça. O Método Sétima Tentativa propõe um fluxo de caixa de 13 semanas e uma linha vermelha escrita de cabeça fria, o ponto em que você para, muda ou pede ajuda. Não promete dinheiro nem saída rápida; organiza a decisão. Se o peso estiver grande demais, o CVV atende de graça, 24 horas, no 188. A história de Bairo está em O fundador.

Onde isso encontra o ecossistema

O CEASA Bank, plataforma financeira do agronegócio fundada por Bairo, parte de uma constatação sobre quem trabalha nas centrais de abastecimento: muita gente movimenta dinheiro todo dia e, ainda assim, não tem histórico que um analista de crédito reconheça. A proposta é que cada venda registrada vire histórico financeiro que pertence a quem trabalhou, operando sobre infraestrutura de instituição autorizada.

O CLAIN, orquestrador de agentes de IA, tem como proposta ajudar o pequeno empresário a organizar dívidas, montar um plano de pagamento e se preparar para negociar, com a decisão sempre de uma pessoa.

Fontes

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