Bairo GonzalezLeandro · Martinez

Fé

Como encontrar esperança no fundo do poço?

Procure uma razão pequena para hoje, fale com alguém, lembre do que você já atravessou e peça ajuda se a esperança sumir. O fundo também é chão.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

O fundo do poço tem um silêncio próprio. Parece que nada vai mudar, que todas as portas fecharam. Se você está aí agora, a primeira coisa a saber é esta: muita gente que hoje está de pé já esteve exatamente onde você está.

O que fazer agora

  1. Se a esperança sumiu de vez, peça ajuda agora. Se você está pensando em tirar a própria vida, ligue para o CVV, no 188, gratuito, 24 horas, ou converse pelo chat em cvv.org.br. Em risco imediato, ligue 192 (SAMU) ou vá a um pronto-socorro. Você não precisa resolver tudo hoje; precisa atravessar hoje.
  2. Procure uma razão pequena. Não precisa ser um grande sentido para a vida. Pode ser um filho, um animal, uma pessoa, uma tarefa, a curiosidade de ver como as coisas vão ser. Esperança começa pequena.
  3. Lembre do que você já atravessou. Faça uma lista das vezes em que achou que não ia conseguir e conseguiu. O fundo do poço tem memória curta; você precisa lembrá-lo.
  4. Fale com alguém hoje. Um amigo, um parente, um líder da sua comunidade, um profissional de saúde. A esperança muitas vezes chega pela voz de outra pessoa.
  5. Cuide do corpo como se cuida de um doente querido. Água, comida, banho, sol, algumas horas de sono. São pequenos atos de esperança.
  6. Procure acompanhamento contínuo. Desesperança persistente pode ser sinal de depressão, que tem tratamento. A UBS e o CAPS da sua cidade acolhem pelo SUS.
  7. Ouça histórias de quem saiu. Testemunhos reais mostram que existe outro lado do poço.
  8. Volte ao básico da rotina. Acordar e dormir em horários parecidos, sair de casa um pouco todos os dias, comer em horário. A rotina segura a vida enquanto a esperança se recompõe.

Quando aconteceu com Bairo

Bairo Leandro Gonzalez Martinez descreve o próprio fundo do poço sem enfeite: falido, quebrado e derrotado. Sem dinheiro, sem saída aparente, sem mais nenhum plano na gaveta.

Mas, diz ele, ainda havia uma chama. De esperança e de fé. Foi ouvindo testemunhos numa congregação cristã que ela voltou a crescer: pessoas comuns contando como tinham atravessado o impossível.

Num tempo de fé e de silêncio, ele diz ter visto a sua melhor versão: um homem próspero, não só de dinheiro, de paz. Saiu dali com uma imagem e sem um mapa. Mas, para quem estava no fundo, uma imagem já era muito. Para ele, foi ali que tudo começou.

O caminho

Esperança não é ter certeza de que tudo vai dar certo. É acreditar que ainda vale a pena tentar. Bairo encontrou a dele numa chama pequena, que não apagou. A sua pode estar numa conversa, numa lembrança, numa pessoa. Proteja essa chama. Não precisa ser grande hoje; precisa continuar acesa até amanhã.

Se você acompanha alguém que está no fundo do poço, a sua presença conta mais do que qualquer conselho. Não é preciso ter a resposta certa. Basta estar perto, ouvir sem julgar, ajudar com o básico e, se perceber risco, ajudar a pessoa a ligar para o CVV ou a procurar o serviço de saúde. Esperança, muitas vezes, chega emprestada pelas mãos de alguém que ficou.

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