Bairo GonzalezLeandro · Martinez

No mundo · Cannabis · 18 de dezembro de 2025

EUA: a cannabis rumo à Lista III federal

Em dezembro de 2025, Trump mandou acelerar a reclassificação da cannabis nos EUA. Em abril de 2026, a cannabis medicinal dos estados foi para a Lista III.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

Em 18 de dezembro de 2025, o presidente Donald Trump assinou a ordem executiva "Increasing Medical Marijuana and Cannabidiol Research", que manda o Departamento de Justiça acelerar a transferência da cannabis da Lista I para a Lista III da lei federal de substâncias controladas. Em 23 de abril de 2026, o Departamento de Justiça colocou na Lista III a cannabis medicinal licenciada pelos estados e os produtos aprovados pela FDA. A reclassificação de toda a cannabis seguia em análise no início de outubro de 2026. Nada disso legaliza o uso recreativo.

O que aconteceu

Na lei federal americana, a Lista I reúne substâncias consideradas sem uso médico aceito, como a heroína e o LSD. A cannabis estava ali há mais de cinquenta anos. A Lista III reúne substâncias com uso médico reconhecido e menor potencial de abuso, como a cetamina.

A ordem de dezembro de 2025, publicada no Federal Register em 23 de dezembro, fez três movimentos, segundo o resumo oficial da Casa Branca:

  • mandou o procurador-geral acelerar a conclusão do processo de reclassificação para a Lista III;
  • pediu trabalho com o Congresso para permitir o acesso a produtos de CBD de espectro completo, restringindo os que oferecem risco à saúde;
  • orientou o Departamento de Saúde a desenvolver métodos de pesquisa com evidência do mundo real sobre produtos derivados do cânhamo.

O documento lembra que, em 2023, a FDA concluiu uma revisão que encontrou apoio científico para o uso da cannabis em anorexia associada a doenças, náusea e vômito, e dor. Também cita 40 estados, além do distrito da capital, com programas de cannabis medicinal e mais de 6 milhões de pacientes.

Em 23 de abril de 2026, o Departamento de Justiça deu um passo parcial: colocou na Lista III a cannabis sujeita a licença médica estadual e os produtos aprovados pela FDA, e marcou uma audiência acelerada na DEA, realizada entre 29 de junho e 15 de julho, para discutir a reclassificação ampla. A cannabis recreativa e os extratos sem licença continuaram na Lista I.

Por que importa

Para a ciência, a mudança é grande. Pesquisar uma substância da Lista I nos Estados Unidos exige licenças e controles que afastaram universidades e laboratórios por décadas. Com a cannabis medicinal na Lista III, o caminho para estudos clínicos fica mais curto. A ênfase da ordem em pesquisa e em evidência do mundo real aponta na mesma direção.

Há também efeitos econômicos e fiscais para as empresas licenciadas, que a imprensa americana, como a CNBC, destacou no dia da assinatura. Mas a própria cobertura lembrou o limite: reclassificar não é legalizar, e o uso fora dos programas estaduais segue proibido na esfera federal.

O movimento se soma a outra ordem, de abril de 2026, que mandou acelerar a pesquisa com psicodélicos. Nos dois casos, o governo americano não aprovou tratamentos: mandou pesquisar mais rápido, com regra.

Na visão de Bairo

Para Bairo Leandro Gonzalez Martinez, a reclassificação americana é um sinal dos tempos: temas que eram tabu chegando à mesa de quem decide. Na leitura dele, o que importa não é o barulho em torno da decisão, e sim o critério por trás dela. O governo americano não disse que a cannabis serve para tudo. Disse que ela tem uso médico reconhecido e que precisa ser mais estudada.

Bairo vê nisso a mesma linha que defende para o Brasil e para a Xperienc: pesquisa com método, evidência por graus e decisão clínica nas mãos de profissionais. Para ele, quando a maior economia do mundo facilita a pesquisa, cresce a responsabilidade de quem informa o público de separar o que já se sabe do que ainda é promessa.

Onde isso encontra o ecossistema

A Xperienc Global Labs, fundada por Bairo em Londres, é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento em biotecnologia que tem a cannabis medicinal como campo científico. Mais pesquisa no mundo significa mais evidência para organizar, traduzir e levar a médicos e pacientes. É essa a proposta do tradutor Global Language e da teleconsulta com assistente clínico validado por profissional, sempre como segunda opinião clínica, não laudo.

O que a ciência já sabe está em A planta e a ciência. Uma decisão americana não muda a lei brasileira; aqui, quem orienta é um profissional habilitado, dentro das regras da Anvisa.

Fontes

  • Casa Branca, ordem executiva "Increasing Medical Marijuana and Cannabidiol Research", 18/12/2025: whitehouse.gov
  • Casa Branca, resumo oficial da ordem, 18/12/2025: whitehouse.gov
  • CNBC, "Trump signs executive order reclassifying cannabis, opening door to broader weed access", 18/12/2025: cnbc.com
  • Foley Hoag, sobre a ordem do Departamento de Justiça de 23/4/2026: foleyhoag.com
  • The Marijuana Herald, sobre o andamento do processo em setembro de 2026: themarijuanaherald.com

Leia também