Decisão
Desistir ou continuar: como saber?
Continue se há avanço e você aprende a cada tentativa; mude se repete o mesmo erro. Às vezes desistir de um jeito é persistir no sonho.
Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em
Há momentos em que insistir parece teimosia e desistir parece covardia. Ninguém quer largar cedo demais, nem gastar anos num caminho sem saída. A boa notícia é que existem sinais que ajudam a separar uma coisa da outra.
O que fazer agora
- Separe o sonho do método. Às vezes o sonho está certo e o caminho está errado. Desistir de um método, de um sócio ou de um produto não é desistir do sonho; muitas vezes é o que o salva.
- Procure sinais de avanço. Algum cliente voltou? Alguém pagou? Você aprendeu algo novo na última tentativa? Avanço lento ainda é avanço. Ausência total de sinais, por muito tempo, merece atenção.
- Veja se você está repetindo o mesmo erro. Persistência é tentar de novo com o que aprendeu. Repetir igual esperando resultado diferente é outra coisa.
- Calcule o custo de continuar. Quanto dinheiro, saúde e tempo da família cada mês a mais consome? Se o custo está destruindo o essencial, é hora de mudar algo, mesmo que não seja desistir.
- Ouça quem entende, não só quem gosta de você. Pessoas do setor, mentores e clientes dão sinais que familiares, por carinho, às vezes escondem.
- Marque um ponto de revisão. "Se até tal data eu não tiver tal resultado, mudo o plano." Isso evita decidir no impulso de um dia ruim.
- Cuide da exaustão. Muita vontade de desistir é, na verdade, cansaço. Descanse antes de decidir. Se o cansaço vier com desesperança profunda, CVV no 188.
- Converse com quem depende do resultado. Família, equipe e sócios sentem os efeitos da decisão. Ouvi-los não tira de você a escolha, mas costuma revelar custos e apoios que você não tinha visto.
Quando aconteceu com Bairo
Bairo Leandro Gonzalez Martinez já desistiu cedo demais. Ele quis levar inteligência artificial e realidade aumentada para o negócio, ouviu que não daria certo e, mesmo acreditando, desistiu. Anos depois, a mesma coisa virou tendência. Ele guardou duas coisas daquela vez: a dor de ter parado e a prova de que tinha enxergado longe.
Da vez seguinte, decidiu, não pararia na primeira resposta. Com a marca de cosméticos de base natural, ouviu outra vez que não daria certo. Continuou. Deu.
Ninguém sabe ao certo quantas vezes ele tentou, pensou em parar e quase desistiu. Sabe-se, como ele conta, que a sétima tentativa foi a que deu certo.
O caminho
Desistir e continuar não são opostos absolutos. Bairo desistiu de vários negócios, mas nunca da direção. Cada mudança de caminho levou algo da anterior, até a tentativa que tinha todas as outras dentro dela. Se você está nessa encruzilhada, pergunte: estou desistindo do sonho ou só de um jeito de chegar a ele? A resposta costuma mostrar o próximo passo.
Há ainda um teste honesto: pergunte a si mesmo se, com o que sabe hoje, você começaria este projeto de novo. Se a resposta for sim, provavelmente vale continuar, ajustando o que for preciso. Se for não, talvez seja hora de encerrar com dignidade e levar a lição para o próximo passo. Nenhuma das duas respostas é fracasso; as duas são escolhas conscientes.