Bairo GonzalezLeandro · Martinez

Decisão

Como tomar uma decisão difícil?

Escreva as opções, os custos reais de cada uma e o que você valoriza; dê um prazo para decidir e depois sustente a escolha. Não decidir também é decisão.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

Algumas decisões tiram o sono por semanas: fechar ou insistir, ficar ou ir embora, aceitar ou recusar. A cabeça dá voltas e não sai do lugar. Decidir não fica fácil, mas fica mais claro quando você tira a decisão da cabeça e põe no papel.

O que fazer agora

  1. Escreva as opções de verdade. Quase sempre há mais de duas. Entre "fechar tudo" e "continuar igual", pode existir "reduzir", "pausar", "mudar de sócio", "vender parte". Liste todas.
  2. Para cada opção, escreva o custo real. Em dinheiro, em tempo, em saúde, em relações. E escreva o que acontece no melhor, no pior e no cenário mais provável.
  3. Volte aos seus valores. O que é inegociável para você? A família, a honestidade, a saúde, a fé, a liberdade? A opção que fere um valor central costuma cobrar caro depois, mesmo que pareça vantajosa agora.
  4. Ouça duas ou três pessoas certas. Alguém que entende do assunto, alguém que ama você e alguém que discorda de você. Depois, decida sozinho. Conselho é insumo, não sentença.
  5. Dê um prazo. Decisão sem prazo vira angústia sem fim. Marque uma data. Até lá, junte informações. Na data, decida com o que tiver.
  6. Não decida no pior dia. Cansaço, raiva e desespero distorcem tudo. Se puder, durma, caminhe, espere passar o pico da emoção.
  7. Depois de decidir, sustente. Reavalie em datas marcadas, não a cada dúvida. Ficar revendo a decisão todo dia consome a energia de executá-la.

Lembre: não decidir também é uma decisão, e muitas vezes a mais cara.

Quando aconteceu com Bairo

Bairo Leandro Gonzalez Martinez admira em Ayrton Senna, antes de tudo, uma decisão: a de ser o melhor. Antes de qualquer vitória, conta ele, havia uma decisão, e depois dela vieram a coragem e a persistência. Para Bairo, esses se tornaram valores pessoais.

As decisões mais difíceis da vida dele vieram em momentos de perda. Quando decidiu sair da empresa que o trouxe ao Brasil, sabendo que isso tinha custo. E, sobretudo, quando o negócio em que tinha investido não se sustentou, com muita gente dependendo dele. Havia a decisão óbvia: reclamar e recuar. Ele tomou a improvável: fazer algo que não sabia fazer e construir de novo.

Nem toda decisão dele deu certo. Mas ele conta que cada uma deixou uma lição para a seguinte.

O caminho

Senna, numa frase registrada pela revista Veja em 1989, disse: "Cada piloto tem o seu limite. O meu é um pouco acima do dos outros." Antes do limite, há a decisão de testá-lo. Decidir é escolher qual custo você aceita pagar. Faça a escolha com os olhos abertos, honre os seus valores e sustente o caminho. A coragem vem depois da decisão, não antes.

Uma ferramenta simples: imagine-se daqui a cinco anos olhando para esta decisão. Qual escolha você teria orgulho de ter feito, mesmo que tivesse dado errado? Essa pergunta tira o foco do medo imediato e coloca no tipo de pessoa que você quer ser. Muitas vezes, a decisão certa é a que você conseguiria explicar com tranquilidade para quem você mais respeita.

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