Propósito
Como descobrir a minha melhor versão?
Imagine com detalhes quem você quer ser, compare com quem você é hoje e escolha um hábito que diminua a distância. Melhor versão é caminho, não produto.
Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em
"Seja a sua melhor versão" virou frase de cartaz. Mas, para quem está no chão, ela pode soar como cobrança. Aqui, melhor versão quer dizer algo mais simples e mais honesto: a pessoa que você seria se o medo, o cansaço e as feridas não decidissem por você.
O que fazer agora
- Imagine com detalhes. Feche os olhos e descreva um dia comum da sua melhor versão daqui a alguns anos. Onde acorda, com quem fala, o que faz, como trata as pessoas, como se sente. Escreva.
- Compare com hoje, sem crueldade. Onde está a maior distância? Saúde, relações, trabalho, fé, paz? Escolha uma área só para começar.
- Transforme a imagem em um hábito. A melhor versão não chega num salto; chega por repetição. Se ela é alguém que cuida do corpo, comece com uma caminhada. Se é alguém que estuda, comece com meia hora por dia.
- Peça ajuda a quem já chegou perto. Mentores, amigos, pessoas que você admira. Pergunte como fizeram. Quase sempre a resposta é menos glamourosa e mais prática do que se imagina.
- Perdoe as versões anteriores. As suas versões que erraram também ensinaram. Não precisa apagá-las para crescer.
- Procure nos outros a melhor versão deles. Ao enxergar o melhor nas pessoas, você treina o olhar para enxergar o melhor em si.
- Cuide da saúde mental. Se a distância entre quem você é e quem queria ser gera sofrimento intenso, procure apoio. CVV no 188; UBS e CAPS pelo SUS.
Quando aconteceu com Bairo
Bairo Leandro Gonzalez Martinez conta que viu a sua melhor versão num tempo de fé e de silêncio, depois de chegar ao fundo do poço. Ele a descreve assim: um homem próspero, não só de dinheiro, de paz. Um homem que confiava cegamente no seu Deus.
Saiu dessa experiência com uma imagem e sem um mapa. Não sabia programar. Então pediu, nas palavras dele, sabedoria, entendimento e coragem para lembrar como chegar lá. Repare no verbo: não pediu para aprender o caminho. Pediu para lembrar. Para ele, já tinha visto o fim; faltava construir o meio.
Construiu: seis meses em casa, diante do computador, e depois, juntos, os passos que ele chama de sétima tentativa.
O caminho
Bairo diz que hoje cultiva um hábito: procurar nos outros a melhor versão de cada um. Faz sentido. Durante anos, ele procurou a própria, atravessando o não, a quebra, o abandono e o silêncio. Quem procurou a própria melhor versão aprende a procurar a dos outros. Comece pela imagem. Depois, um hábito de cada vez, construa o meio.
Cuidado para não transformar a melhor versão em mais um motivo de cobrança. Ela não é uma meta que você precisa atingir para merecer respeito; é uma direção que você escolhe seguir. Em alguns dias, você vai estar mais perto dela; em outros, mais longe. O que importa é voltar à direção, de novo e de novo. É isso que, aos poucos, transforma a imagem em realidade.