Validar a ideia
Ninguém acredita na minha ideia: e agora?
Separe quem disse não: cliente, investidor ou parente. Só o não de quem pagaria pede mudança. Os outros pedem prova pequena, não desistência.
Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em
Ouvir "isso não vai dar certo" de todo lado dói. E confunde: será que todo mundo vê algo que você não vê, ou você vê algo que ninguém viu ainda? As duas coisas acontecem. A diferença não está na força da sua fé na ideia. Está em quem disse não e por quê. Esta página é para quando os nãos se acumularam e o projeto parece sozinho; se você acabou de ouvir o primeiro, veja Disseram que minha ideia não vai dar certo.
O caminho prático
- Faça a lista dos nãos. Escreva quem disse, o que disse e qual foi o argumento. Muitas vezes a lista mostra que os nãos vieram de pessoas que nunca comprariam o que você quer vender.
- Classifique cada não. Há quatro tipos: - Não de mercado: quem teria o problema não quer pagar pela solução. Esse merece atenção total. - Não de momento: a ideia é boa, mas o mercado ainda não está pronto, ou já passou. - Não de pessoa: quem disse não entende do assunto, tem medo por você ou tem outro interesse. - Não de execução: a ideia serve, mas o jeito de fazer, o preço ou o canal estão errados.
- Troque opinião por evidência. Em vez de debater, faça um teste pequeno: uma pré-venda, uma página com reserva, um serviço feito à mão para cinco clientes. Evidência encerra discussão melhor que argumento.
- Escute o não de quem pagaria. Se os possíveis clientes dizem não, pergunte o que os faria dizer sim. Às vezes a resposta muda a ideia de um jeito que a torna muito melhor.
- Não confunda teimosia com persistência. Persistir é insistir no problema e mudar a solução quando os dados mandam. Teimosia é insistir na solução contra os dados.
- Proteja a autoestima. Rejeitar a sua ideia não é rejeitar você. Converse com quem já empreendeu; grupos de empreendedores e o Sebrae ajudam a ter referência fora da família.
Henry Ford, conta Napoleon Hill em Pense e Enriqueça, ouviu dos engenheiros que o motor V8 de bloco único era impossível, e mandou continuar. Em 1932 o Ford V8 chegou às ruas. A história inspira, mas repare: Ford tinha engenheiros, fábrica e testes. A persistência dele era trabalho, não só convicção.
Como Bairo passou por isso
Bairo Leandro Gonzalez Martinez ouviu "não dá", "não é possível" e "não pode" mais vezes do que consegue contar. Quando quis usar inteligência artificial e realidade aumentada num negócio, disseram que não daria. Ele desistiu, e anos depois a tecnologia virou tendência. Quando decidiu fabricar cosméticos de base natural, ouviu o mesmo não. Dessa vez seguiu, e deu certo.
Anos depois, ao construir a base da plataforma do CEASA Bank, ouviu outra vez, conta ele, que aquilo não era possível; os bancos se recusaram a integrar a solução. Ele usou o não como base e foi construir a própria infraestrutura. É daí que vem a frase que virou regra da vida dele: o não é a base do sim.
O passo da Fórmula
Esta é a página do passo 2 do Método Sétima Tentativa: pergunte o que há dentro do não. Liste os últimos cinco nãos e classifique cada um. Só o não de mercado manda mudar a ideia; os outros pedem paciência, ajuste ou simplesmente seguir em frente.
Conheça o Método Sétima Tentativa