Bairo GonzalezLeandro · Martinez

Solidão

Ninguém acredita em mim: o que fazer?

Separe a crítica útil do descrédito, prove em pequeno, procure quem entende do assunto e não deixe a falta de apoio virar desistência.

Equipe bairogonzalez.com, a partir da história de Bairo · Publicado em

Você conta a ideia e vê o sorriso educado. Fala do plano e ouve "pé no chão". Até quem ama você parece duvidar. A falta de crença dos outros dói, mas ela não decide a sua vida, a menos que você deixe.

O que fazer agora

  1. Separe crítica de descrédito. Algumas objeções são úteis: apontam um custo esquecido, um risco real, um cliente que não existe. Anote e responda essas. Outras são só medo alheio. Agradeça e siga.
  2. Pergunte por quê. Quando alguém disser "não vai dar certo", peça a razão. Às vezes a resposta melhora o seu plano. Às vezes mostra que a pessoa simplesmente nunca viu algo parecido.
  3. Prove em pequeno. Discurso convence pouca gente; resultado convence muitos. Um cliente pagante, um protótipo funcionando, uma venda. Prova pequena vale mais que promessa grande.
  4. Procure quem entende do assunto. Família e amigos amam você, mas nem sempre conhecem o setor. Busque mentores, pessoas da área, grupos de empreendedores, o Sebrae.
  5. Não peça permissão para tudo. Há decisões que precisam do acordo da família, especialmente quando envolvem o dinheiro da casa. Outras são suas. Saiba qual é qual.
  6. Cuide da autoconfiança sem cair na arrogância. Acreditar em si não é ignorar dados. Continue ouvindo, testando e ajustando.
  7. Se a falta de apoio virou tristeza constante, cuide-se. Converse com alguém de confiança. O CVV atende no 188.

Quando aconteceu com Bairo

A história de Bairo Leandro Gonzalez Martinez é feita de "não dá". Ele quis levar inteligência artificial e realidade aumentada ao negócio; disseram que não daria certo. Ele acreditou, e mesmo assim desistiu. Anos depois, aquilo virou tendência.

Da vez seguinte, com uma marca própria de cosméticos de base natural, disseram de novo que não daria. Dessa vez ele não parou. Deu certo, e os cosméticos naturais também viraram tendência.

Mais tarde, conta ele, quando construiu a base de uma plataforma financeira para o agronegócio, os bancos se recusaram a integrar a solução dele. Ele usou o "não" como base e foi construir a própria infraestrutura.

Ele costuma lembrar que, segundo Napoleon Hill, os engenheiros de Henry Ford disseram que o motor V8 de bloco único era impossível. Ford mandou continuar. Em 1932, o carro chegou às ruas.

O caminho

Ninguém precisa acreditar em você para você começar. As pessoas costumam acreditar depois, quando veem. Bairo aprendeu, numa vez em que desistiu cedo demais, que ter razão antes da hora não paga as contas, mas mostra que o olho está certo. Guarde as críticas úteis, prove em pequeno e siga. O sim dos outros costuma vir atrás do seu.

Não deixe que a falta de crença dos outros vire falta de crença sua. A opinião deles é sobre o que eles conseguem imaginar; a sua decisão é sobre o que você está disposto a construir. Muitas vezes, as mesmas pessoas que duvidaram são as que, mais tarde, dizem que sempre souberam que ia dar certo. Deixe que digam. O importante é que você tenha seguido.

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